Homens prendados, quem nao quer um?!

Quem disse que os homens em casa não sabem fazer nada? O dono-de-casa existe e, ao contrário do que se pensa, não é nada desesperado. Os tempos mudaram, os velhos equilíbrios parecem ter saltado e isto não sempre traz consequências negativas. No esforço de se adaptarem as novas exigências, assistimos o nascimento de figuras ao quanto inéditas como a do dono-de-casa.

Tanto é o fenômeno que nasceu na Itália a  AsUC  (Associação dos Homens Donos-de-casa) que possui inúmeros sócios e que tutela e ajuda esta categoria nascente representada pelos homens anjos do fogo e com um site web rico em conselhos práticos para enfrentar os desafios que a atividade doméstica e a gestão da família impõe.

E se estão pensando que o homem em frente ao fogão ou no comando de um aspirador de pó seja menos masculino, estão muito enganados. Entre os pontos cardinais da AsUC é “cuidar da dimensão interior da própria identidade masculina”. Roupas bem passadas ou uma bela massa al dente não abalam certamente a virilidade de ninguém, pelo contrário…. sabem o quanto pode ser sexy um homem que cuida da própria mulher ou da própria família?

Mesmo se, igualmente, penso que existam poucos os cavalheiros que deixam o trabalho (ou dada a crise, o trabalho os tenha deixado) e se dedicam de corpo e alma a casa e ao cuidado da família, é também verdade que – como diz o site – “manager, profissional, operário, empregado, esportista. Tirando as vestes profissionais, todos os homens são donos-de-casa, realizando em casa qualquer tarefa doméstica e investindo atenção e energia para cuidar dos próprios filhos”. Santas palavras!

Ainda são muito rígidas as velhas convenções segundo as quais o macho, uma vez em casa, se esparrama em frente à tv, cerveja na mão e pés em cima da mesa em perfeito estilo Homer Simpson. Mas alguma coisa se move… A força da necessidade, com as mulheres que também devem trabalhar fora, um só salário não basta, é necessário dividir as tarefas.

Pessoalmente, vejo muito mais homens no supermercado, indecisos se escolher um detergente ou outro, a confrontar as ofertas mais convenientes de arroz e as embalagens de carne em formato família. E sabem uma coisa? Não vejo nada de estranho…

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